Terça-feira, Junho 24, 2008
Jiddu e suas coisas queridas em forma de vídeo...
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Segunda-feira, Junho 16, 2008
bloomsday...
"A grande queda desdeo altomuro arrastou em curtolance a pftjqueda de Finnegan, varão outrora mais q'estável, que a vaziamontesta lá dele prumptamente desvestiga quem lhe diga no Ocidente o acidente da perda dos dedos dos pés: e seu parcoespaçoepouso é na porta do parque, lugar de arranjos de oranges mofados sobre o verde desde que Diadublim um diamou Livividinha.
Que choques cá de querências contra carência, ostragodos versus piscigodos! Brékkek Kékkek Kékkek! Kóax Kóax Kóax! Ualu Ualu Ualu! Quaouauh! Onde bandos de botocudos inda avançam para arrasamassacrar linguarudos e verduns catapultarremessam contra kanibalísticos para fora da irlandalvosboycia de Montecaveira".
Trecho de Finnegans Wake
tradução haroldo de campos, acho.
Que choques cá de querências contra carência, ostragodos versus piscigodos! Brékkek Kékkek Kékkek! Kóax Kóax Kóax! Ualu Ualu Ualu! Quaouauh! Onde bandos de botocudos inda avançam para arrasamassacrar linguarudos e verduns catapultarremessam contra kanibalísticos para fora da irlandalvosboycia de Montecaveira".
Trecho de Finnegans Wake
tradução haroldo de campos, acho.
Terça-feira, Junho 10, 2008
Gravação ao vivo do CD da Ceumar. Nossa parceria REINVENTO!
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Segunda-feira, Junho 09, 2008
Terça-feira, Junho 03, 2008
nomeu
Meu nome é literal e é em português. Poucos são. Os que são entregam: filhos de hippies! Brisa, Estrela, Lua, Anaterra, João Sol. Só para citar alguns conhecidos meus...
Os nomes são de origem hebraica, latina... e seus significados estão em dicionários de nomes.
Eles estão na moda. E vai uma enxurrada de Matheus de 9 anos, Lucas de 8 anos, Gabriéis de 7 anos, Isabelas e Isadoras de 6 anos, Júlias de 5 anos, João e Marias disso e daquilo com 4 anos...
Não conheço nem um ocidental que resolveu dar um nome japonês ou chinês para seu filho... Dificilmente os mesmos quando estão do lado de cá fazem isso.
É difícil dar nome para um filho. Mais difícil influenciar os outros... Quando sou consultada sobre a numerologia de alguém para nascer fico séria. Poucas coisas me deixam séria.
Para o meu escolhi um que combinasse com o seu sobrenome espanhol.
Mas o Brasil é criativo! Se junta nome da mãe com pai (Marielton, Lucicreisson... Se inverte nomes próprios para dar aos filhos (Onaireves, Onivla)... E a fama é certa! Como se fala na tal da MADENUSA (made in usa)...
Não tem nada para fazer e quer se divertir? Vá na comunidade "meu nome é esquisito"...
AMOSTRAS GRÁTIS:
ELIMÁRIO
Karuma
tuany
Maicris
EidersoN
Didaik
JURACILMA
GESLANDA
Malbathan
DEVENÍSIO
LAWSON
uderlene
GUAINUSARA
Landerssoni
Furbino
Os nomes são de origem hebraica, latina... e seus significados estão em dicionários de nomes.
Eles estão na moda. E vai uma enxurrada de Matheus de 9 anos, Lucas de 8 anos, Gabriéis de 7 anos, Isabelas e Isadoras de 6 anos, Júlias de 5 anos, João e Marias disso e daquilo com 4 anos...
Não conheço nem um ocidental que resolveu dar um nome japonês ou chinês para seu filho... Dificilmente os mesmos quando estão do lado de cá fazem isso.
É difícil dar nome para um filho. Mais difícil influenciar os outros... Quando sou consultada sobre a numerologia de alguém para nascer fico séria. Poucas coisas me deixam séria.
Para o meu escolhi um que combinasse com o seu sobrenome espanhol.
Mas o Brasil é criativo! Se junta nome da mãe com pai (Marielton, Lucicreisson... Se inverte nomes próprios para dar aos filhos (Onaireves, Onivla)... E a fama é certa! Como se fala na tal da MADENUSA (made in usa)...
Não tem nada para fazer e quer se divertir? Vá na comunidade "meu nome é esquisito"...
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Karuma
tuany
Maicris
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Escrever para quem?

Em bates papos literários se martela: escrever por que? Para quem?
E não me venham com um papinho de "escrevo para mim", porque nem as adolescentes escrevem no diário só para si. No fundo há embutida a possibilidade de que alguém vai procurar, e achar, aquilo tão "secretamente" escrito. E quanto "frisson" há nisso!
Quem diz que seu leitor ideal é si mesmo é tão pretensioso e arrogante do que aquele que acha que o "seu dom" (tolinhos) lhe basta, e que não há necessidade de ler mais (uns dirão: para não se influenciarem).
Mas a pergunta não foi respondida. Escrever para quem? Ora, sempre se supõe um leitor esperado. Alguém que lerá e se identificará com tudo aquilo. Portanto nosso leitor está de acordo com os nossos limites culturais. Se não buscamos nada na linguagem, nenhuma inovação nem na forma nem conteúdo podemos estar bem contentes com "leitores de nota na agenda". Isso pode ser o máximo, a glória. E tudo bem. Palmas! E vamos mudar de assunto que para esses não vale perder tempo mais de um parágrafo.
Mas por que? Escrever é um ato pretensioso, ambicioso. Tanto que pode berar a covardia. Covarde com o leitor. Principalmente quando se considera que qualquer coisa dita, ainda mais se rimada ou coesa, irá satisfazer o leitor. Como se o fato de cantar por si só, transformasse alguém em músico. E muito irão apelar de novo para essa bobajada de "dom".
Os repentistas tem uma riqueza cultural enorme, treinam á beça e sabem muito bem quem é seu público. Criemos vergonha na cara, oh blogueiros. Nossos leitores somos nós (muitos até, pós-adolescentes, daqueles do primeiro parágrafo, que teimamos em algumas facetas de nós mesmos).
Antes que alguém prepare as pedras. Não é preciso ler "um segundo caderno" para se tornar escritor. Até porque não há MANUAL (sim de escrita, não para se tornar escritor, para isso não há fórmula). O que é necessário é um questionamento interno, uma angústia talvez, um olhar o mundo. E neste olhar, sinto muito, um olho é seu, mas o outro é do leitor.
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Sexta-feira, Maio 30, 2008
Acabou a festa...

Sensação térmica de 20 graus negativos no Sul
Publicado em: 30/05/2008
Já nas primeiras horas da sexta-feira o frio foi intenso na Região Sul.
A massa de ar frio que está passando sobre o Rio Grande do Sul, provocou um forte declínio nas temperaturas em todo o Estado. Em Porto Alegre foi registrado recorde do ano de temperatura mínima com 5,4°C, mas por causa dos ventos a sensação térmica era de -4°C. Em São José dos Ausentes, na Serra gaúcha, a mínima foi de 0°C, e sensação de -16°C. Houve formação de geadas amplas na Campanha, Centro, Oeste e Serra.
Em Urubici, na Serra catarinense, a mínima foi de -2,3°C e a sensação de -20°C. Hoje a máxima não deve passar dos 12°C no Rio Grande do Sul. Ainda chove em algumas áreas, mas a sexta-feira será de tempo aberto no interior da Região.
No Paraná, o frio foi menos intenso que nos dois Estados citados acima. Em Curitiba, a mínima registrada foi de 9,1°C e por causa dos ventos a sensação térmica era de 4°C por volta das 6h.
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Terça-feira, Maio 27, 2008
Por falar em música...

Por falar em música I-
Hoje é a noite de autógrafos do CD Pássaro Pênsil de Flávio Henrique. O CD tem vários parceiros de peso como: ZEca Baleiro, Luiz Tatit, Milton Nascimento e ESSA QUE VOS TECLA. A Música "dentro de mim morar um monstro" que nem tinha sido lançada já estava no repertório de cantoras mineiras como Sílvia Gommes é a faixa que encerra o disco. Foi chamada de "canção da não canção". Na verdade: "Uma canção para questionar a canção. Letra forte com melodia quebrada e experimental. Única faixa em que Flávio Henrique assume sozinho o canto."
"Flávio Henrique lança Cd no MAP
No palco do Museu de Arte da Pampulha, o compositor Flávio Henrique faz o show de lançamento de “Pássaro Pênsil”, do seu sétimo trabalho. Na relação das parcerias presentes nas 14 faixas é possível constatar a importância que o artista ganhou na música popular brasileira. De Milton Nascimento que abre a guarda e homenageia Elis Regina na letra de “Amor do Céu, Amor do Mar”, à jovem Estrela Leminski (filha do ícone Paulo Leminski) que recheia de fino humor a letra de “Dentro de Mim Mora Um Monstro”.
O álbum traz parcerias de Flávio Henrique com Zeca Baleiro (“Choro do Fim do Mundo”) Luiz Tatit (“Vi”), Carlos Rennó (“O Pássaro Pênsil”), Tonico Mercador (“Só o Mar”), Celso Viáfora e Vitor Santana (“Primeiro Sol”), entre outras. No espetáculo Flávio Henrique estará acompanhado dos músicos Thiago Costa (piano), Zeca Assumpção (baixo acústico), Neném (bateria), Cleber Alves (sax) e conta com as participações especiais das cantoras Tatiana Parra, Ná Ozzetti, Simone Guimarães, Mariana Nunes e dos cantores Kadu Vianna e Pedro Morais."

Por falar em música II-
Esse fim de semana agora é a gravação do Cd ao VIVO da Ceumar. Um cd de composições dela. Entre elas uma parceria de ceumar com essa QUE VOS TECLA. Se chama Reinvento.
"MEU NOME É CEUMAR- A mineira Ceumar estreou há oito anos com o álbum Dindinha, produzido por Zaca Baleiro. Com apenas um violão de aço e nylon, ela vem se consolidando na carreira de intérprete e agora retorna a São Paulo para gravar um CD ao vivo de canções inéditas de sua autoria.
Nesta nova temporada a cantora receberá como convidados os pianista cubano Yaniel Matos, no dia 29/05, e o cantor, compositor e percussionista mineiro Sérgio Pererê, nos dias 30/05, 31/05 e 01/07, para dividir algumas canções do show.
O repertório conta com as músicas, Oração do Anjo (Ceumar/Mathilda Kóvak), Reinvento (Ceumar/Estrela Leminski), Feliz e Triste (Ceumar/Kléber Albuquerque), Lua Vazia (Ceumar/Tata Fernandes), Andar Só (Ceumar/Cláudia Dorei), Gira de Meninos (Ceumar/Sérgio Pererê), Parque da Paz (Ceumar), Mochilinha de Porquês (Ceumar/Gero Camilo), Arranha-Céu (Ceumar/Sandra Lacerda), Marte (Ceumar/Déa Trancoso), Um Dia de Chuva (Yaniel Matos/Du Moreira/Ricardo Mosca/Ceumar) e Dança (Yaniel Matos/Ceumar). "
Eu queria ir, mas não vai dar, mas vou no lançamento com certeza, assim como o cd do flávio quando for em sampa. Sabe como é, cria nossa a gente fica com orgulho danado e gosta de ver crescer... Espero que outros parceiros também coloquem nossas coisas na roda.
Por falar em música III-
Essa sexta feira o RUBI (que vai fazer um show com a gente em outubro no paiol, aguardem!) vai participar daquele programa SOM BRASIL que passa na globo bem tardão. Eu não sei sobre quem é mas vou grudar na telinha pq ver ouvir o rubi cantar é sempre uma delícia!!!
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Quarta-feira, Maio 21, 2008
Domingo, Maio 18, 2008
Como ficar P da vida sem ser (TÃO) babaca.

Eu podia engulir seco, engulir sapo, engolir frio. Mas para isso não seria eu certo? Certíssimo.
Mais um show e encerramento domingo do música nos parques. A tarde. Dia maravilhoso: sol+calor. Público? SIM! Público. Mas um público tiícamente curitibano. Típico não. Talvez pior. Nunca vi um público que NÃO aplaudisse! Lá esturricando no sol estava a banda: tocando direitinho!
Por que então o público não aplaudia?
(Calma, já respondo, já respondo. Mas com uma historinha.)
Lá vai a metade do show. E cri-cri. Na música que só toca o Téo e o Du, nós não tivemos dúvida: aplaudimos do palco mesmo.
A partir dali decidi: bom, pelo menos eu vou me divertir.
Sentei e disparei: a próxima música nós fizemos ontem no ensaio, espero que gostem!
( a banda me olho com cara de ?. Ensaio ontem? Ávida tem mais de uma ano. Pois é. )
Aplausos tímidos.
Na próxima: essa música foi gravada pela banda de renome internacional "móveis coloniais de acaju"!
(claro que não. acreditem: essa banda existe. Mas pensei nela pq mesmo que tentasse inventar um nome estapafúrdio de banda minha criatividade não iria superá-la. e a banda é boa vale a pena)
resultado: APLAUSOS NO FINAL DA MÚSICA.
hm.... esse é o público curitibano então? Gostei da brincadeira e fui indo além.
Essa música do Téo é parceria com o principal parceiro do Chico Buarque e Milton Nascimento.
(Oi? )
CLAP-CLAP-CLAP-CLAP!
Dediquei outra música para Dr. Adilson. O Dr. Adilson é RH do Casca, mas tem certas horas que só o Dr. Adilson.
(quem?)
Nossa, mesmo indo longe demais o resultado é que no final o público estava aplaudindo em pé.
Mentira. Nem tanto. Agora eu estou me divertindo com vocês. Mas que aí eles gostaram, opa, aí sim hein?
"O ministério da saúde adverte e eu me divirto"... Ô se me divirto!
Domingo, Maio 11, 2008
Minha primeira entrevista na categoria "MÃE"

Gazeta do Povo- Caderno Viver Bem
11/05/2008
A noite toda
Luigi Poniwass
Sala VIP
Estrela Ruiz Leminski
Data e local de nascimento: 07/03/1981, em Curitiba
O que faz: Compositora, cantora, escritora, letrista e baterista. Graduada em Música pela FAP com especialização em MPB, deu aulas de instrumentos, trabalhou com produção de rádio e leciona música para crianças. É a filha caçula de Alice Ruiz e Paulo Leminski, mãe de Leon, de 8 meses, e do enteado Vinícius (filho do marido Téo Ruiz), de 7 anos.
Hobby: “Jardinagem”
O que falta na noite curitibana: “Uma casa de shows com uma programação mais ousada. E mais arrojo por parte dos músicos daqui, não vejo mais ninguém provocando a cidade”
Artista que mudou sua vida: “Os Mulheres Negras. Quero ser uma mulher negra...”
Filme: “Delicatessen, de Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet”
Livro: “Dois: Por que a Criança Cozinha na Polenta, de Aglaja Veteranyi, e Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra, do Mia Couto”
O que aprendeu com a mãe: “A nunca me deixar abater”
O que vai ensinar aos filhos: “Que amar nos dá muito mais alegria do que ser amado”
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Quinta-feira, Maio 08, 2008
Sobre o que infuencia:
Corona perguntou:
- E o que anda influenciando a poesia de vocês?
Joca Terron
- Histórias em Quadrinhos.
Estrela Leminski:
- Aglaja Veteraniy e Mia Couto.
Ah, tá!
Bom, domingo sai Uma matéria no caderno viver bem sobre a "mãe baladeira" aqui. Vou escanear para colocar na comunidade do orkut "boadrastas" que faço parte e aproveito e posto.
Faz tempo que não posto o que tenho escrito. Vou ver se consigo passar a limpo algumas coisas que tenho cometido enquanto leio Luci Collin e jogo aqui pra vocês.
É... tô relapsa...
Mas entre mortos e feridos sempre se tem algo a sacrificar.
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Sexta-feira, Abril 25, 2008
Informes rápidos Leminiskata.
05.10%20LG%20017.jpg)
Passei aqui só pra dizer que esse projeto novas cartografias é do caralho (hoje foi MUITO bacana), que sexta vamos pra joinville tocar de manhã e que sábado a tarde participaremos do fórum social do mercosul na Reitoria pra falar adivinha do quê? Quem falou Música Independente ACERTOU!
Fim de semana literário na Fundação Cultural de Curitiba
> publicado em 23/04/2008
A Fundação Cultural de Curitiba inicia nesta quinta-feira (24) o projeto literário Nova Cartografia, que possibilitará o encontro de um escritor local com um escritor de outra região do Brasil. O primeiro encontro, às 19h30, no Palacete Wolf, será entre a curitibana Estrela Leminski e o paulista Joca Terron. Sábado (26), às 15h, na Casa da Leitura, acontece mais uma roda de leitura do ciclo A Casa da Leitura Lê Loucura, com Mário Domingues falando sobre a psiquiatria na obra de Machado de Assis. Domingo (27), às 9h30, no Palacete Wolf, começa outra nova série literária, a Odisséia da Palavra, com leitura e análise de textos clássicos da Antigüidade. Todos os encontros têm entrada franca.
O ciclo Nova Cartografia abre espaço para que os convidados façam análises e leituras mútuas de suas obras. O objetivo é incentivar diálogos regionais entre produtores de literatura e apresentar à população curitibana tanto a produção local quanto de outros estados. O programa conta com a curadoria dos escritores Luci Collin e Paulo Sandrini. Até outubro serão realizados seis encontros. Entre os participantes estão João Filho (Salvador), Maria Esther Maciel (Belo Horizonte), Paloma Vida (Rio de Janeiro), Nicolas Behr (Brasília) e Jorge Pieiro (Fortaleza), e os curitibanos Adriano Smanioto, Assionara Souza, Amarildo Anzolin, Maurício Arruda Mendonça e Ricardo Pedrosa Alves.
Joca Reiners Terron, convidado do primeiro encontro, estreou na literatura em 1998 com ´Eletroencefalodrama´, livro de poemas que também marcou a criação de sua editora, Ciência do Acidente. Publicou os romances ´Não há nada lá´ (2001) e ´Hotel Hell´ (2003), além dos poemas de ´Animal anônimo´ (2002) e as narrativas de ´Curva de rio sujo´ (2003), editado no Brasil e em Portugal, e de ´Sonho interrompido por guilhotina´ (2006). Seus textos já foram publicados na Itália, nos Estados Unidos, na Argentina e no México. Participou das principais feiras e bienais de livros do país, além das feiras de livros de Lisboa (2004) e Buenos Aires (2006). Foi convidado da 2ª edição da FLIP, Festa Literária Internacional de Parati, em 2004, onde participou da mesa de encerramento, ao lado de Paul Auster, Margaret Atwood, Pierre Michon, Martin Amis e Milton Hatoum. É colaborador da Folha de São Paulo e do programa Entrelinhas, da TV Cultura.
Projeto Nova Cartografia
Com Joca Terron (São Paulo) e Estrela Leminski (Curitiba)
Mediação: Ricardo Corona
Data: 24 de abril (quinta-feira), às 19h30
Local: Palacete Wolf – Praça Garibaldi, 7
Entrada franca
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Terça-feira, Abril 15, 2008
ENCONTRO NACIONAL DA MÚSICA INDEPENDENTE – DOSSIÊ

Lupa no Ecad. Manoel J De Souza Neto - Série Interlux/Charlatões (umbigo 2004)
1. Apresentação
Devido a importância do tema MÚSICA INDEPENDENTE, que está muito na moda, diga-se de passagem, a discussão não poderia ocorrer em hora mais apropriada. Vivemos uma nova era da música brasileira que realmente está sendo “esmagada”. Por pouco tempo. É assustador pensar que, realmente, o Brasil não conhece mais a sua música. Principalmente na década de 70 houve um grande esforço para que o país assumisse sua música na totalidade, e que vários elementos não contemplados na MPB oficial fossem também inseridos dentro da música brasileira. Esses são conhecidos até hoje como tropicalistas.
Pois bem, em 2007 foram lançados 55 títulos nacionais, e mais 74 estrangeiros licenciados, pelas quatro grandes gravadoras (Sony, Warner, EMI e Universal). Estes artistas ocuparam um espaço de praticamente 88% da mídia nacional. Do outro lado 784 títulos (só isso mesmo???) ficaram com pouco mais de 9% desse espaço. A explicação dessa distorção é todo esquema de monopolização da mídia por parte dessas grandes empresas através, principalmente, do velho conhecido jabá. Hoje muitas vezes institucionalizado (com nota fiscal e tudo, diluído dentro do plano de mídia das emissoras).
Além disso, o que foi pouco discutido no encontro, todo sistema de distribuição dos direitos autorais no Brasil está atrelado a medidas tomadas desde a metade do século passado para atender ao interesse dessas então emergentes empresas estrangeiras.
Enfim, é realmente necessário que o “Brasil conheça o Brasil”, e sem dúvida alguma o que de melhor foi produzido musicalmente no país desde os anos 80 e 90 está fora desse circuito, e é necessário medidas governamentais para proteger a música independente.
Até aí, tudo bem.
2. A Convocação
O que primeiramente chamou a atenção nesse encontro foi a convocação dos participantes. Organizado pela UBC (União Brasileira dos Compositores), AMAR (Associação de Músicos e Arranjadores), estas duas últimas membros do ECAD (Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais), ABMI (Associação Brasileira da Música Independente) e o Governo do Paraná através da Secretaria de Cultura, é natural que cada um tenha colocado alguns nomes entre os participantes. Mesmo sendo dito exaustivamente durante todo o encontro que não era uma assembléia geral, o curioso é explicar a ausência de nomes importantes da cena independente local e até nacional. “Mas era apenas uma reunião fechada para discutir os interesses dos músicos independentes”. Sim e não.
3. As Discussões
Na pauta, diversos temas extremamente relevantes. Muitas propostas muito bem elaboradas e de um certo consenso geral, como as expostas na apresentação, além de medidas governamentais imediatas para estimular o setor. Cito algumas delas:
- A volta da educação musical obrigatória no currículo das escolas brasileiras
- Instituição de um repertório mínimo de músicas diferentes nas rádios como forma de combater o jabá. Além disso, a exemplo do que ocorre na Dinamarca, as músicas executadas mais de 5 vezes no mesmo dia, por exemplo, estariam sujeitas a um repasse menor progressivamente dos seus direitos autorais e conexos.
- Regionalização das execuções, ou seja, um percentual mínimo para a produção local como prevê a constituição
- Equiparação do CD ao livro no que diz respeito a sua Imunidade Tributária (apoio ao projeto de lei que deve começar a tramitar no Congresso Nacional)
Esta última proposta até pode ser rebatida, com o argumento de que somente as empresas do setor seriam favorecidas e não traria benefício aos músicos. Porém, na prática, se a produção do CD ficar livre de alguns impostos, e consequentemente mais barata, é bom negócio também para os artistas independentes auto-produtores.
Opa, mas esse termo (auto-produtores) não estava na pauta! Pois é, e quando veio à tona é que as coisas começaram a ficar claras. A ABMI é, na verdade, uma associação de gravadoras nacionais independentes, que têm um repertório riquíssimo e vários artistas brilhantes, porém não representam nem um terço de toda a produção nacional fora das grandes gravadoras. Essa grande parcela de produtores independentes correspondem a uma produção talvez nunca vista dentro da música brasileira, tanto em quantidade como qualidade. Também, várias microgravadoras (muitas vezes grava somente o próprio artista) não estão presentes nos dados da ABMI. Por esse motivo que aquele número de 784 títulos nacionais independentes está muito aquém da realidade, sendo o Paraná, sozinho, responsável por mais da metade desse número em 2007. Depois foi exposto a possível existência de um financiamento do BNDES para produção de discos independentes a juros baixos, e também uma idéia de propor ao governo que adquira "CDs didáticos", a exemplo do que acontece com livros. Seria, talvez, CDs para serem distribuídos em escolas para formação de público. É, talvez. Somada a isso, uma grande polêmica sobre o ECAD.
4. ECAD - O Capítulo à parte
Realmente foi. O grande tema de discordância foi o nosso velho escritório de direitos autorais, um ponto que na verdade não havia visões tão diferentes assim, mas que gerou o grande "racha" do encontro. Como toda discussão importante, evidente que esse encontro não seria um consenso lindo em prol da música brasileira. Vários interesses comerciais e mercadológicos estavam em jogo e isso ficou claro. Não que esses temas não devessem ser discutidos. São importantes, mas era justamente essa visão que separava os "medalhões da música brasileira preocupados com sua aposentadoria" e os "os jovenzinhos do fórum, inocentes inúteis" que, na verdade, estavam propondo as questões mais óbvias e que também interessavam ao outro lado da mesa. Será mesmo que havia um "outro lado"? Esse suposto outro lado assumiu seu principal interesse no mercado, BNDES e editais públicos para compra de CDs, esquecendo toda uma produção em alta escala, antenada nos últimos avanços tecnológicos e dispostos a discutir e propor diversas questões novas e antigas, como foi e é feito nos fóruns locais e nacional. Esses jovens incluíam diretamente os autores desse dossiê, o goiano Du Oliveira e o experiente Cláudio Ribeiro, além também de nomes como Antônio Adolfo! Este que já disse publicamente não ser um músico independente e sim um auto-produtor, termo que unifica todos esses “jovenzinhos”. Jovens ou nem tanto que, além de estarem sim preocupados com as tendências do mercado, também se preocupam com a circulação de sua obra, sua produção em todas as etapas, sua divulgação, seus shows, sua qualidade técnica e artística e com o desenvolvimento do país, que passa inevitavelmente pela cultura. Afinal, quase 70% do que é gerado de riqueza pela cultura vem da música brasileira, e grande parte desse bolo não possui CNPJ e não está filiado à ABMI.
Enfim, voltando ao ECAD, o que parece ter sido a grande discordância é a suposta intenção desses auto-produtores em propor o fim dessa instituição. A não ser através de uma grande revolução, isso não seria possível, e realmente não foi dito em nenhum momento. O que foi proposto, sim, foi a exigência de transparência e eficiência desse importante órgão fiscalizador. Antes de apoiar incondicionalmente uma instituição, é preciso verificar seus meios de atuação e transparência. Como praticamente todo direito autoral do país passa pelo ECAD, ou seja, dinheiro de todos os compositores do país que é erroneamente mal distribuído para um grupo de quatro grandes empresas estrangeiras, é necessário que se explique o grande excedente financeiro da instituição nos últimos anos e a maneira de cobrança desses direitos das emissoras de rádio e TV, além dos shows ao vivo, e que esse mecanismo seja transparente e contemple toda essa imensa produção musical independente no país. Somente através do resgate de sua credibilidade é que o ECAD poderá efetivamente cobrar as quase 60% emissoras inadimplentes no país, e repassar esse montante para seus devidos detentores, autorais e conexos. Essa reformulação e transparência são urgentes, seja através de uma agência reguladora (como foi proposto e ignorado no documento final do evento) ou pela completa reestruturação do sistema de arrecadação e repasse desses direitos no país. Tais idéias parece não ter contemplado o outro lado, que insistia na importância da existência do ECAD, coisa que não era questionada.
Por mais que a própria existência dos direitos de propriedade intelectual esteja sendo questionada hoje em dia, principalmente pela explosão da internet, ainda vivemos numa sociedade onde isso é um excelente negócio. No meio do tiroteio sobrou até para Creative Commons, acusada de ser um novo mecanismo das grandes gravadoras de não pagar direitos autorais. Para os independentes, é claro (será que faz sentido?). Mas é ilusão acreditar que todos abrirão mão dos direitos de propriedade intelectual em prol de uma sociedade mais justa. Enquanto o messias não retornar para nos ensinar o caminho para o paraíso, muita gente vai ganhar dinheiro com isso, e os mais de R$ 50 milhões que “sobram” nos caixas do ECAD quase todos os anos têm dono: a chamada música independente, que não é contemplada por uma distorção na forma de distribuição desse recurso. E isso somente analisando essa verba excedente. Talvez não seja interessante para a UBC e AMAR mudar muito o jogo, pois dessa música independente, certamente, os músicos oficiais com CNPJ devem levar vantagem. Mas o estranho é que, muito provavelmente, até eles mesmos ganhariam mais com seus direitos autorais. Quem sairá perdendo serão as grandes gravadoras. Nada mais justo, afinal é por isso que estamos discutindo há anos. Mas a UBC não era a sociedade do ECAD que historicamente representa (ou pelo menos representava) essas empresas?
5. Conclusões
É importante analisarmos a importância deste evento para o futuro das discussões sobre música independente, afinal várias figuras importantes politicamente estavam presentes. É importante também percebermos o que realmente está em questão, que são os interesses de uma sociedade plural com diversas manifestações distintas, e é natural que cada segmento defenda seu ponto de vista. Foi assim no embate entre a cultura e o esporte sobre a criação da Lei do Esporte, que previa uma divisão dos recursos federais entre os dois segmentos. Felizmente, nesse caso, as duas áreas saíram vitoriosas. Nem sempre é assim.
E esse encontro mostrou claramente os interesses de uma elite musical brasileira que já apanhou muito, e aprendeu como funcionam os meandros da música brasileira e, sabidamente, estão tentando reverter a situação a seu favor. Ficou claro também, a intenção de uma grande parcela dos músicos auto-produtores reivindicando a participação no processo, que de fato, já ocorre em outras instâncias até mais importantes. De fato, todo o objetivo desse documento é oficializar a música independente, passível de benefícios governamentais e, naturalmente, excluir uma outra parcela, que na verdade compartilha dos mesmos interesses. Toda discussão sobre o ECAD expôs, na verdade, essa outra dicotomia mais profunda. A polêmica, de fato, nem tinha tanto pano pra manga. Uns queriam uma mudança mais radical e outros uma discussão mais demorada e interna. Nada mais do que isso, e talvez o ideal, nesse caso, seja um pouco das duas coisas.
Como apontado no livro Contra-Indústria, escrito pelos autores desse dossiê, não há a intenção de se eleger nem bandidos nem mocinhos. O título não propõe uma revolta contra a indústria, assim como a contracultura não se opunha a cultura. É apenas uma outra visão de produção, na qual se encaixam os auto-produtores. A grande indústria está aí e vai continuar. A questão é somente corrigir as distorções existentes, o que é bem mais complicado do que parece. Da mesma forma, no fundo não houve “outro lado” nesse encontro. Vários pontos são reivindicações comuns, que beneficiariam todos os artistas fora das grandes gravadoras. Porém, interesses pontuais de um grupo se sobressaíram e, por isso, essa divisão. Portanto, é fundamental que outros interesses também sejam expostos. Inclusive é necessário conhecer e acompanhar todas as transformações, não só as mercadológicas. Prova dessa estranha desinformação de alguns foi uma veemente manifestação de que o CD não está comprometido como objeto de música porque um restrito mercado tem aumentado suas vendas, justamente o de música independente. Fato ainda inédito, mas até esperado de um emergente segmento.
“Todos querem estar no topo do mundo; a diferença é entre os que querem estar sozinhos e os que querem estar com todo mundo”. Essa frase resumiu todo o evento. Travestidos no discurso de “salvar a música brasileira das garras do capitalismo”, o que, como já foi dito, não é um objetivo romântico de ninguém, as empresas nacionais estão pleiteando, justamente, mais espaço dentro do nosso mercado. O problema é que existem, no mínimo, três vezes mais produtores e artistas fora inclusive das empresas nacionais, e muitos nem almejam qualquer gravadora. Esses últimos, os modernos auto-produtores, deixaram claro sua intenção de participar de vez do jogo e, a partir de agora, isso é oficial.
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Encontro Nacional Música Independente: tópicos ditos.

Boi para talho. Manoel J De Souza Neto - Série Interlux/Charlatões (umbigo 2004)
Bom, continuando, eu vou colocar aqui coisas ditas (não por mim viu?), e não vou ficar apontando quem disse o que pra não dar nenhuma gafe por aqui. Tô escrevendo um lance aqui e não dá tempo de escrever mais com calma sobre o Encontro (agora o Téo vai fazer isso). Então tirem suas próprias conclusões, quem entender entendeu:
-Pressão parlamentar: .Educação musical .Equiparação do CD ao livro (emenda constitucional:pnbe) .imunidade tributária nos cds para artistas brasileiros
- Passo para resolver o Jabá: repertório mínimo de x músicas diferentes.
- Crédito bndes 1% ao mês para a abmi fabricar discos. (empresas regulares)
- Obrigar governo a comprar "cotas" de cds didáticos!
- "Essa bobajada que é o Fórum...eles são inocentes inúteis..."
- Jabá tem nota fiscal, cjama "plano de marketing" criminalizar o jabá.
- A chiquinha gonzaga foia primeira a bancar o seu disco e montar um sistema de arrecadação de direitos autorais.
- É culpa das rádios que são inadimplentes do ECAD: 60%.
- A canção é que move a música.
- Todo mundo quer morder o bolo. Todo mundo quer estar no topo. A diferença é quem quer estar sozinho e quem quer estar com todo mundo.
- Criticam a maneira de arrecadação do ecad (caixa preta) mas ninguém propõe.
- a idade a música não tinha registro e ficava no "ar", hoje esse ar se chama internet. (essa eu achei do caralho, acho que foi o Patrick que disse)
- Mercado está voltado para games, celular, internet, porque os de 20 hoje terão 40 amanhã.
- Conceito de Wagner para arte completa: VÍDEO GAME (mexe com os 3 sentidos)- Essa é do Manoel Neto.
- "Não é pecaminoso querer ser de uma gravadora"
- Programação da rádio: ONTEM (antigas) HOJE (mpb de mídia) SEMPRE (os independentões)- Essa é do kiko ferreira
- Auto-produtor tem que filiar à luta.
- Creative commons- Contra a idéia de isnomia fiscal?
Sacaram o tamanho da encrenca???
Acreditem! Dessa salada mista de agunças e interesses saiu uma Carta de sugestões. O Téo tava lá e votou. Depois ele fala detalhes sobre mortos e feridos.
Câmbio desligo!
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Domingo, Abril 13, 2008
Encontro Nacional Música Independente: sem papas na língua.
Estávamos munidos e armados. Advogada, a Priscila é advogada de direitos autorais e falou bem. (BLOG clique aqui)
Terreno argiloso sem dúvida... Se 55 lançamentos nacionais (e mais uns 60)em 2007 representaram quase 88% do que tocou nas rádios... O que fazia esse evento na Educativa? Tudo que eles tocam (excluindo os programas de música independente) é dessa MPB velha... Como se chico buarque, milton nascimento tivessem encerrado sua carreira. Mas sabemos que os interesses internos da educativa divergem, existem forças opostas... e fazer o que? A Lumem nem estatal é e é mais INSTÁVEL ainda... Nos resta sonhar com o dia que teremos uma Rádio com a inconfidência por aqui...
Muitos que deviam estar presentes não foram incluídos como o André Alves, ou DESCONVIDADOS de última hora, como o SPINA (por representar a ABRAMUS sendo que o evento era apoiado pela UBC e AMAR).
Opa, mas a UBC não era a que arrecadava das majors? Pois é, agora é a ABRAMUS. Mas realaxem, o Peninha Schimdt presidente da ABMI (asociação brasileira de músicos independentes) era produtor de uma das quatro. Isso não é problema. O problema é essa RECOLOCAçÂO quea música tem que ter. Quando surgiu esse forró universitário o que era forró teve que rapidinho virar "forró-PÉ-DE-SERRA". Pelo jeito, a ABMI defende que músico só pode reinvindicar seus direitos e SER músico se tiver CNPJ. Quem tem empresa é só deixar as unhas da mão direita crescer, não precisam saber nem a escala pentatônica!
tem mais... mas eu conto depois...
Terreno argiloso sem dúvida... Se 55 lançamentos nacionais (e mais uns 60)em 2007 representaram quase 88% do que tocou nas rádios... O que fazia esse evento na Educativa? Tudo que eles tocam (excluindo os programas de música independente) é dessa MPB velha... Como se chico buarque, milton nascimento tivessem encerrado sua carreira. Mas sabemos que os interesses internos da educativa divergem, existem forças opostas... e fazer o que? A Lumem nem estatal é e é mais INSTÁVEL ainda... Nos resta sonhar com o dia que teremos uma Rádio com a inconfidência por aqui...
Muitos que deviam estar presentes não foram incluídos como o André Alves, ou DESCONVIDADOS de última hora, como o SPINA (por representar a ABRAMUS sendo que o evento era apoiado pela UBC e AMAR).
Opa, mas a UBC não era a que arrecadava das majors? Pois é, agora é a ABRAMUS. Mas realaxem, o Peninha Schimdt presidente da ABMI (asociação brasileira de músicos independentes) era produtor de uma das quatro. Isso não é problema. O problema é essa RECOLOCAçÂO quea música tem que ter. Quando surgiu esse forró universitário o que era forró teve que rapidinho virar "forró-PÉ-DE-SERRA". Pelo jeito, a ABMI defende que músico só pode reinvindicar seus direitos e SER músico se tiver CNPJ. Quem tem empresa é só deixar as unhas da mão direita crescer, não precisam saber nem a escala pentatônica!
tem mais... mas eu conto depois...
Encontro Nacional Música Independente: o porquê.
Quando eu participava do Fórum de Música em curitiba ouvi a pérola de um compositor de estrada da terrinha:
"Não tem porque ficar falando sobre música independente, isso se falava nos anos 70, já está superado".
Não preciso nem comentar na minha digamos... indignação do momento que rendeu a minha saída e do sujeito do fórum (por legítimas vontades). Outro motivo do nosso afastamento é porque estávamos escrevendo o Contra-Indústria e tenho a convicção que foi mais útil para os amantes do tema do que estar a par de todas as articulações políticas de CULTiriba.
Mas a maior prova que o tal do sujeito estava errado é esse encontro. 70 pessoas, incluindo compositores de renome e representantes da indústria fonográfica não viriam a Curitiba apenas para olhar para a cara do nosso ilustríssimo governador e a arquitetura do canal da música. Pelo menos eu acredito que não.
Esse encontro só não é importante pra quem ODEIA MÚSICA, principalmente a BRASILEIRA.
O Caetano disse algo sobre "nos anos 70 quando se queria fazer um protesto se fazia uma canção, hoje a juventude faz um vídeo".
Sábia colocação, então deixemos os protestos de lado e vamos falar de arte, de cultura, e como disse o manoel neto DE COMUNICAçÃO. Há, não á toa o ponto tantas vezes é a mídia. Mas a questão é que a música brasileira é importante e está sendo manipulada. De maneiras diversas inclusive. É editora estrangeira comprando as nossas (o que tranforma os gringos donos da música de tom jobim, nelson cavaquinho), é compositor popular que deixa de receber seus direitos, é jabá jabá, é a ilusão de que a música brasileira está em crise! Crise o &%&$$! O que está em crise é o mercado fonográfico! Talvez estejamos vivendo o segundo maior momento de produção na música brasileira! (E eu não tô falando MPB tá gente, eu falei Música brasileira. Como falou bem um sergipano chamado patrick a mpb abafa o todo que é a música brasileira e o rock é a mpb do mundo... domina e não ficamos abendo da cultura de nenhum outro povo, só os norte americanos e ingleses- ai que cuticada pros curitibanos!)
Não achem vocês que um bando de LÚCIDOS senhores se reuniram para salvar o mundo. Senhores sim, aliás nós éramos (e a Luciana rabelo fez questão de frizar) os moleques do evento). Mas fomos convidados para ir lá discutir quesões e propostas! Mas claro que houvera pérolas como " O CD ASSASSINOU A MÚSICA, PORQUE GRAÇAS A ELE SE FAZ PIRATARIA" (O barba negra deve ter revirado de novo no caixão coitado, porque é como se culpassem ele por um crime cometido pelo rei. muito oportuno.) Outras como: "o CD não está acabando, porque as minhas vendas crescem". Fácil né? Não é porque o cara vende música independente e ESSE SETOR está sendo de maior interesse porqie afinal está ali a concentração suprasuom da inovação musical do país... Será?
MIl inversões. Inversões das inversões com a maior cara do lado certo. Inclusive insunuaçãoes. Insinuções de que a (re)creative commons (que apóia a "liberação de direitos do autor" seja apoiada pela majors. Parece teoria da conspiração mas faz sentid sim. Como bem colocou um compositor "pra fazer um cd ninguém pede o plástico de graça, a gráfica para o encarte, e aí pedem para o autor! sendo que ninguém compra o CD pela qualdade do plástico ou da impressão e sim pela obra". BINGO!
Mas vamos por partes como diria o esquartejador de BOSTON.
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"Não tem porque ficar falando sobre música independente, isso se falava nos anos 70, já está superado".
Não preciso nem comentar na minha digamos... indignação do momento que rendeu a minha saída e do sujeito do fórum (por legítimas vontades). Outro motivo do nosso afastamento é porque estávamos escrevendo o Contra-Indústria e tenho a convicção que foi mais útil para os amantes do tema do que estar a par de todas as articulações políticas de CULTiriba.
Mas a maior prova que o tal do sujeito estava errado é esse encontro. 70 pessoas, incluindo compositores de renome e representantes da indústria fonográfica não viriam a Curitiba apenas para olhar para a cara do nosso ilustríssimo governador e a arquitetura do canal da música. Pelo menos eu acredito que não.
Esse encontro só não é importante pra quem ODEIA MÚSICA, principalmente a BRASILEIRA.
O Caetano disse algo sobre "nos anos 70 quando se queria fazer um protesto se fazia uma canção, hoje a juventude faz um vídeo".
Sábia colocação, então deixemos os protestos de lado e vamos falar de arte, de cultura, e como disse o manoel neto DE COMUNICAçÃO. Há, não á toa o ponto tantas vezes é a mídia. Mas a questão é que a música brasileira é importante e está sendo manipulada. De maneiras diversas inclusive. É editora estrangeira comprando as nossas (o que tranforma os gringos donos da música de tom jobim, nelson cavaquinho), é compositor popular que deixa de receber seus direitos, é jabá jabá, é a ilusão de que a música brasileira está em crise! Crise o &%&$$! O que está em crise é o mercado fonográfico! Talvez estejamos vivendo o segundo maior momento de produção na música brasileira! (E eu não tô falando MPB tá gente, eu falei Música brasileira. Como falou bem um sergipano chamado patrick a mpb abafa o todo que é a música brasileira e o rock é a mpb do mundo... domina e não ficamos abendo da cultura de nenhum outro povo, só os norte americanos e ingleses- ai que cuticada pros curitibanos!)
Não achem vocês que um bando de LÚCIDOS senhores se reuniram para salvar o mundo. Senhores sim, aliás nós éramos (e a Luciana rabelo fez questão de frizar) os moleques do evento). Mas fomos convidados para ir lá discutir quesões e propostas! Mas claro que houvera pérolas como " O CD ASSASSINOU A MÚSICA, PORQUE GRAÇAS A ELE SE FAZ PIRATARIA" (O barba negra deve ter revirado de novo no caixão coitado, porque é como se culpassem ele por um crime cometido pelo rei. muito oportuno.) Outras como: "o CD não está acabando, porque as minhas vendas crescem". Fácil né? Não é porque o cara vende música independente e ESSE SETOR está sendo de maior interesse porqie afinal está ali a concentração suprasuom da inovação musical do país... Será?
MIl inversões. Inversões das inversões com a maior cara do lado certo. Inclusive insunuaçãoes. Insinuções de que a (re)creative commons (que apóia a "liberação de direitos do autor" seja apoiada pela majors. Parece teoria da conspiração mas faz sentid sim. Como bem colocou um compositor "pra fazer um cd ninguém pede o plástico de graça, a gráfica para o encarte, e aí pedem para o autor! sendo que ninguém compra o CD pela qualdade do plástico ou da impressão e sim pela obra". BINGO!
Mas vamos por partes como diria o esquartejador de BOSTON.
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Sábado, Abril 12, 2008
Encontro Nacional Música Independente: notícias para situar sobre o evento...
JM News:
"Eles participam do Encontro Nacional da Música Independente, no Canal da Música, em Curitiba. O evento quer discutir perspectivas para um novo cenário musical no País, que já deu seus primeiros passos e está em processo de aceleração contínua devido a novas tecnologias, formatos e mercados."
Agência Estadual de Notícias:
"Na avaliação do governador, os autores, cantores, compositores e instrumentistas da música independente estão fora do circuito comercial pela “massificante” ação das gravadoras que visam altos faturamentos."
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Sexta-feira, Abril 11, 2008
Seminário X Lupaluna

Esse fim de semana acontecem simultaneamente dois eventos musicais importantes em Curitiba. Um é o lupaluna, pretenso MEGAEVENTO local, transvestido de rave, com música local, nacional, eletrônica... mas claramente para o entretenimento.
O outro lado da música: Seminário nacional da música independente. Entidades com ABMI (associação brasleira de música independente)e artistas como fernado brandt vão se reunir e não é pra nenhuma roda de viola... é pra discutir música. É um evento fechado, muita gente bacana daqui ficou de fora.
Eu e Téo estaremos presentes, infiltrados e novidades postamos aqui. Bom sobre o Lupaluna se alguém quiser comentar depois que passar a ressaca o espaço está aberto!
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Sábado, Abril 05, 2008
Mundo mundo vasto mundo, se eu me chamasse Raimundo...

Eu sou louca para conhecer vários países, entre eles o Brasil! Ou "alguns Brasis" que não conheço, como o Amazônico. Quando estava em Madrid comentei com um garçom (do Museu do Jamón, imperdível!)de lá sobre Alhambra (candidata a nova maravilha do mundo) e como era mais bonita que o cristo redentor (que ganhou a candidatura). Eis que ele me dispara: mas eu já fui ao Rio, o Cristo é mais lindo!
Simples assim: eu nunca vi o Cristo Redentor, ele nunca foi a Granada! Sim, sim, esse tal de mundão besta...
Mas o que significa conhecer o mundo? Depende de quem vai e como vai. Um dia perguntei para um amigão do Téo que tinha passado um tempo em Paris: E a vida na França?
- A mesma vida medíocre, só que em Paris.
Oui, oui...Eu sempre tive um pé atrás com esses "pacotes turísticos" que decidem por você o que você vai conhecer do lugar. Mas ir para um lugar em que a língua é bem diferente da sua pode ser uma aventura e tanto. Estar em barcelona é um pouco assim para quem quer que esteja lá. O catalão-cataló não é espanhol, nem francês, nem português, nem italiano... Ah, você não entende provençal? Paciência amigo, quem mandou nascer no século errado?!
Ah, mas nada como um bom conhecimento de línguas e uma idéia boa na cachola... Dinheiro? Não me amarra dinheiro não! Dinheiro é um pedaço de papel!
Alguns amigos colocaram em prática o que é o sonho de consumo de muitos.
O nosso percu e amigo do epa (Beline Cidral) largou a gente e todas as outras bandas daqui e foi ser... como direi... correspondente de uma revista. O trabalho é simples, conhecer um lugar do mundo por mês e relatar em uma revista:
http://www.revistaup.com/blogdobeline/
Já a Celeste, que é irmã da Sabrina e da Soledad (esposa do Nélio), juntou grana com seu marido francês e compraram uma passagem de avião que dá direito a 10 TRECHOS no mundo... O que eles fizeram: escolheram trechos desconexos, que para completar as distâncias fizeram de ônibus ou trem... Na verdade eles ainda estão viajando porque estão terminando A VOLTA AO MUNDO:
http://www.avolta.fr/

O Pedro é enteado da minha irmã. Ele é um Latinauta.
"
Latinautas é o apelido dado pela Carta Maior à equipe da expedição
"Da América para as Américas", formada por Milena Costa de Souza,
Pedro José Sorroche Vieira, Thiago Costa de Souza e Ligia Cavagnari.
Eles atravessam as américas, passando por 17 países, percorrendo mais
de 25 mil km em busca de uma identidade de resistência à hegemonia
política, econômica e cultural exercida pelos EUA."
Sacaram? Sacaram? Eles estavam nos EUA, juntaram grana pra comprar um jipão, máquinas fotográficas e pagar as contas por uns 6 meses... Aí Tcharam! Voltaram pra casa de... CARRO!!!
Fizeram relatos de vários grupos de resistência da américa latina e montaram uma exposição linda de fotos e um blog!
http://latinauta.blogspot.com/
Rrrrrrrrádio Leminiskata apresenta:
O Mundo
André Abujamra
O mundo é pequeno pra caramba
Tem alemão, italiano, italiana
O mundo, filé à milaneza
tem coreano, japones, japoneza
O mundo é uma salada russa
tem nego da Persia, tem nego da Prussia
O mundo é uma esfiha de carne
tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire
O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
Açucar é doce, o sal é salgado
O mundo - caquinho de vidro -
tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata, o homem que mente
Por que voce me trata mal
se eu te trato bem?
Por que você me faz o mal
se eu só te faço bem?
Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas linguas
Terça-feira, Abril 01, 2008
Apologia ao fim...

Dos namoros terminados não lembramos do quanto as pessoas nos transformaram, nem ao menos o que delas nos encantou (a não ser é claro que hajam recaídas, por isso eu disse TERMINADOS). Mas lembramos sim daquele momento em que o encanto quebrou, que a mentira foi revelada, em que você se deu conta que o amor ali...caput!
Dos nosso ídolo ídem... Pouco sabemos de como Jimi Hendrix, John Lennon resolveram cair na música e na transgressão... Mas sabemos decor como foram bombásticas e trágicas suas mortes. Fora os artistas que tiveram um "fim de careira" como Elvis the pelvis...
Muitos ficam questionando o que Caetano faz hoje, ou o Chico... ou indagam: CAdÊ PEPEU GOMES? Mas o que interessa? Depois do que eles já fizeram? Precisam continuar fazendo? Precisam de um GRAN FINALE?
Não interessa como começa, só interessa como termina...
Agora a Rádio Leminiskata manda uma canção que meu pequeno Vivi sabe cantar inteira:
Essa é pra acabar
(Luiz Tatit)
Sempre foi difícil terminar
Sempre é um suplício esse momento
Mas temos que acabar
Não adianta essa demora
Se tudo acaba um dia
Então porque que não agora
Vamos entender esse momento
Vamos acabar enquanto é tempo
Tocando e cantando
O tempo vai passando
A gente entra numas
De repente é o fim do ano
Essa é pra acabar
Foi feita só pra isso
É pra lembrar vocês
Que existem outros compromissos
Não serve pra ouvir e deixar feliz
Feliz da vida
Não serve pra cantar porque ela
É até meio comprida
Não serve pra dançar
Não serve pra entreter
Aí você me pergunta
Mas então serve pra quê?
Serve pra acabar
Não tem outro sentido
É pra acabar com o show
Ou destruir o nosso ouvido
É pra acabar com a história
Que esse show tá meio chocho
É bom acabar com isso
Que dá ódio, deixa roxo
Isso não é orquestra
Não é uma filarmônica
Temos que acabar como se fosse bomba atômica
Acho que agora exagerei
Mas deu pra entender
O que eu quis dizer?
Tem hora que é do show
Tem hora que é da vida
E os dois estão ligados
Pela porta de saída
E nem é uma questão só de entender
Vocês também têm mais o que fazer
Ficando por aqui
A coisa é enfadonha
Acaba o repertório
E a gente fica com vergonha
Essa é pra acabar
Pra dar o ponto final
É pra romper de vez
Nosso cordão umbilical
Nós vamos conseguir
Se todos, todos cooperarem
Até o iluminador já disse:
Parem! Parem! Parem!
Temos que parar
Parar com esse inferno
Temos que evitar
Que esse show se torne eterno
Essa é pra acabar
Não temos outra escolha
É como se tivesse que estancar
O show com rolha
Se a gente for deixar
Isso não acaba, vira inércia
Eu sei porque eu já vi
Eu já tive essa experiência
Tem que dar um fim
Também não é bom pra mim
Mas é a realidade
Que nos faz agir assim
Essa é pra acabar
Então que acabe logo
Que eu já não agüento mais
Se isso não acaba eu me sufoco
Tchau, tchau, tchau...
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Sábado, Março 22, 2008
A Passos Largos

O CD está com seus dias contados. Isso, na verdade, não é uma grande novidade. Diversas fontes mostram que a procura pelo produto está cada vez menor. Embora a queda brusca de vendas de CDs apontada pela Associação Brasileira de Produtores de Discos (leia-se grandes gravadoras) nos últimos anos tenha outros fatores, como, por exemplo, a grande crise do setor causada principalmente pelo alto custo de seu monopólio da mídia, realmente o futuro do CD parece mesmo ser virar artigo de colecionador. Ou quase.
Basta perguntar a si mesmo qual foi a última vez que foi a uma loja comprar um CD. Mesmo que tenha sido recente, esse hábito, com certeza, diminuiu e muito nos últimos anos. Pelo menos eu admito, faz muito tempo que não compro um disco. Mas nem por isso podemos dizer que o público esteja alheio às novidades, ou pouco interessado por música. A Internet está aí pra mostrar o contrário. Blogs sobre música se multiplicam, e cada vez mais artistas disponibilizam seus discos inteiros em diversos sites. Pelo menos os que não têm algum contrato que impeça isso.
Em meio a essa revolução digital, cabe uma grande reflexão sobre o tema. Será mesmo que o CD vai acabar? E o que virá em seu lugar? MP3?
Venho pensando bastante sobre isso ultimamente e creio que acontecerá algo um pouco diferente do que ocorreu com o vinil ou LP. Naquela ocasião, o CD veio mesmo pra substituir o saudoso “bolachão”, por vários motivos: durabilidade, praticidade (não precisa trocar de lado), qualidade digital, entre outros. E substituiu mesmo, tanto que em pouquíssimos anos praticamente todos os títulos eram produzidos exclusivamente em CD. Hoje, resta apenas uma fábrica de vinil na América Latina, destinada a prensagens limitadas de discos voltados, principalmente, a fãs assíduos desse ou daquele artista e colecionadores. Nessa revolução digital que ainda estamos vivendo, não existe, ainda, nenhum produto palpável para substituir o CD. O MP3 não passa de um simples arquivo, compactado, que fica dentro do computador, I-Pod ou MP3 Player. Para um público mais exigente, que ainda gosta de ter o álbum do artista em suas mãos, o MP3 não tem condições de substituir o CD, tanto pela qualidade inferior do som quanto pela ausência deste produto completo do artista, muitas vezes com um conceito embutido, trazendo imagens, entrevistas e outras informações no encarte, que pode ser também uma obra a parte ou complementar ao CD. Para esse público, que ainda não é pequeno, o MP3 passa a ser algo muito útil para ouvir músicas em casa no computador, no trabalho, conhecer coisas novas e usar no seu I-Pod enquanto realiza seu cooper matinal. Em outras palavras, substitui o velho discman, e não o CD.
Entretanto, o mercado de CDs deve continuar caindo. Inegavelmente, as gerações estão cada vez mais acostumadas a baixar músicas do e-Mule, por exemplo, e menos habituadas a comprar um CD. Essa diminuição no consumo de CDs terá, com certeza, um forte impacto nessa indústria, tanto para as grandes gravadoras quanto para os independentes. Porém, um mercado restrito de distribuição dos CDs deve continuar ainda por muito tempo para esses consumidores que fazem questão de ter O Álbum do artista, muito diferente do vinil que se restringe a colecionadores e românticos da “velha guarda” que não conseguem se desfazer de seu acervo. Eu me incluo nessa categoria.
Nisso pelo menos os independentes estão “na frente” das grandes gravadoras, digamos assim. Livres de contratos absurdos, alguns desses artistas já perceberam há tempos essa eficiente maneira de distribuição, e lançam seus discos na Internet, muitas vezes músicas inéditas e, inclusive, alguns grupos lançam seu “disco” somente na Internet. Não que as gravadoras não estejam atentas à essa revolução digital. Muito pelo contrário. Tanto que alguns altos executivos já chegaram a afirmar que, realmente, o CD está com seus dias contados do ponto de vista de mercado, e estão apostando em vendas separadas de músicas, por MP3, e até toques de celular. Porém, como grandes corporações, tudo precisa ser calculado e planejado exclusivamente para o lucro. Como os artistas independentes têm outras preocupações além dessa, acabaram enxergando essa vantagem interessante de colocar seus trabalhos na Internet.
Viva a Revolução Digital!!! Ou não???
Téo Ruiz, direto do overmundo
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Segunda-feira, Março 17, 2008
trecho do "Aqui entre Nós" Vol. I...
Aí eu perguntei pra Marina como que ela via essa revolução digital e todos os interlocutores virtuais que se tem hoje...
Ela respondeu algo assim:
"Olha, eu fico meio assustada com essa coisa de internet, que uma menina de 15 anos monta um blog contando as aventuras eróticas dela, depois abandona e isso fica lá disponível eternamente. Isso me lembra o lixo espacial, um monte de coisa sem sentido vagando... Sinceramente eu não perco meu tempo com internet. Me manda abrir site disso e daquilo, eu não abro! Eu não abro porque não tenho muito tempo mais. Meu tempo é precioso. Naquela ampulheta ali (e aponta para uma ampulheta invisível no canto da mesa) aquela areia que corre não é o tempo do relógio. Aquela areia correndo é a minha vida..."
Quer ver mais? Assista na TV Educativa o programa aqui entre nós na quarta feira as 22:45.
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Sexta-feira, Março 14, 2008
...pérolas infantis....
Disse o menino voltando da escola:
A professora disse que a gente tem que comer menos carne porque ela vem do boi, e a gente é muito "carneiro" né?!
A professora disse que a gente tem que comer menos carne porque ela vem do boi, e a gente é muito "carneiro" né?!
Quarta-feira, Março 12, 2008
chamada com informações!
Quarta que vem lá por uma 22: 40 eu tô num programa da educativa (aqui entre nós) fazendo uma perguntinhas para a excelentíssima marina colasanti... vê lá!

